
O que é reserva ovariana?
A reserva ovariana indica quantos óvulos ainda estão disponíveis nos ovários de uma mulher. Essa quantidade diminui com o tempo, de forma progressiva e natural.
Ao nascer, a mulher tem milhões de óvulos. Na puberdade, esse número já caiu para cerca de 400 mil.
Com o passar dos anos, essa reserva vai sendo reduzida mês a mês, até a chegada da menopausa. Importante lembrar: a reserva ovariana não indica qualidade, apenas quantidade. Mas é uma informação fundamental para o planejamento da gravidez, seja agora ou no futuro.
Saiba mais sobre como a idade afeta a fertilidade
Por que avaliar a reserva ovariana?
A avaliação da reserva ovariana ajuda a responder perguntas como:
Ainda tenho muitos óvulos disponíveis?
Posso esperar mais para engravidar ou devo antecipar?
O congelamento de óvulos ainda é viável?
A FIV será feita com meus óvulos ou precisarei considerar doação?
Por que não estou respondendo bem ao estímulo ovariano?
Essa avaliação é especialmente indicada quando:
A mulher tem 35 anos ou mais
Há histórico familiar de menopausa precoce
A paciente já teve cirurgias nos ovários
Há diagnóstico de endometriose
A mulher deseja preservar a fertilidade para o futuro
Há falhas em tentativas anteriores de gravidez ou FIV
Quais exames avaliam a reserva ovariana?
Hormônio antimülleriano (AMH)
É o marcador mais direto da reserva ovariana. Ele é produzido pelos folículos em desenvolvimento. Quanto maior a reserva, mais alto o valor. O exame pode ser feito em qualquer dia do ciclo menstrual. É um exame de sangue simples, mas que fornece dados importantes para o plano reprodutivo.
Contagem de folículos antrais (CFA)
Feita por ultrassonografia transvaginal entre o 2º e o 5º dia do ciclo.
O exame identifica e conta os pequenos folículos visíveis nos ovários naquele ciclo.
Quanto mais folículos, maior a reserva. Essa contagem também ajuda a prever como será a resposta da paciente à estimulação nos tratamentos de reprodução assistida.
FSH e estradiol (dia 2 ou 3 do ciclo)
Quando o FSH está mais alto que o esperado no início do ciclo, pode indicar que o corpo está tentando estimular os ovários mais do que o normal — o que sugere uma resposta ovariana mais baixa. O estradiol ajuda a interpretar esse quadro.
Esses exames não são suficientes isoladamente. Eles devem ser avaliados em conjunto, sempre com acompanhamento médico.
O que é considerada uma baixa reserva ovariana?
Baixa reserva ovariana é quando os exames mostram que a quantidade de óvulos disponíveis está menor do que o esperado para a idade da paciente.
Ela pode estar relacionada à idade cronológica ou aparecer em mulheres jovens com fatores de risco. Isso não significa que a mulher é infértil, mas indica que:
A fertilidade pode estar reduzida
O tempo para engravidar com óvulos próprios pode ser mais curto
A chance de gestação natural pode ser menor
Pode ser necessário agir mais rápido — congelar óvulos, fazer FIV ou considerar outras alternativas
Veja as opções quando há baixa reserva
A reserva ovariana pode aumentar?
Não. Não existe tratamento, suplemento ou hormônio que aumente a reserva ovariana.
O que pode ser feito é otimizar a resposta do ovário aos tratamentos, e tomar decisões com base nos exames e no tempo disponível.
Em alguns casos, pode-se:
Iniciar a FIV com protocolo personalizado
Realizar ciclos duplos para captar mais óvulos
Avaliar a possibilidade de congelamento de óvulos (quando ainda viável)
Considerar doação de óvulos, se a reserva e a qualidade estiverem muito comprometidas
FAQ — Exames da reserva ovariana
Fazer o AMH já mostra se posso engravidar?
O AMH mostra a quantidade estimada de óvulos, mas não garante fertilidade nem impede a gravidez. Ele ajuda a orientar o melhor momento e a conduta mais adequada.
Qual valor do AMH indica baixa reserva?
Cada laboratório tem seu valor de referência. Em geral, abaixo de 1,0 ng/mL já é um sinal de alerta. Mas o número exato precisa ser interpretado com base na idade da paciente e nos demais exames.
A contagem de folículos antrais precisa ser feita em dia certo?
Sim. Entre o 2º e o 5º dia do ciclo. Fora desse período, a contagem pode não refletir a realidade da reserva.
Todos os exames precisam ser feitos juntos?
O ideal é que os exames sejam feitos no mesmo ciclo, ou em sequência rápida. Isso ajuda a interpretar os resultados com mais precisão.
A baixa reserva sempre exige FIV?
Não sempre, mas com frequência. Quando o tempo é curto e a reserva está baixa, a FIV costuma ser a estratégia mais segura para tentar a gestação com óvulos próprios.
