
que é infertilidade masculina?
Infertilidade masculina é a dificuldade para engravidar relacionada à quantidade, qualidade ou funcionalidade dos espermatozoides.
Na maioria dos casos, não há sintomas. Por isso, a avaliação só acontece quando o casal não consegue engravidar.
Essa avaliação deve ser feita o quanto antes. Adiar a análise do fator masculino pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento.
Veja como funciona a investigação da infertilidade
O que pode causar infertilidade no homem?
A fertilidade masculina depende da produção, maturação e transporte dos espermatozoides. Qualquer alteração nessas etapas pode comprometer a chance de gravidez.
Veja as causas mais comuns:
Varicocele:
dilatação das veias testiculares, que aumenta a temperatura local e pode afetar a produção espermática
Saiba mais sobre varicoceleAlterações hormonais:
desequilíbrios em testosterona, FSH, LH ou prolactina afetam a espermatogênese
Testosterona e fertilidade masculinaInfecções genitais:
orquites, prostatites e DSTs como clamídia e gonorreia
Uso de anabolizantes ou esteroides:
pode levar à azoospermia induzida
Exposição a toxinas, calor ou substâncias químicas
Alterações genéticas ou obstruções dos canais espermáticos
Efeitos de quimioterapia ou radioterapia
Entenda os tipos de alteração no espermograma
O espermograma avalia diferentes parâmetros e pode apontar alterações como:
Oligospermia:
baixa concentração de espermatozoides
Astenozoospermia:
motilidade reduzida
Teratozoospermia:
morfologia alterada
Criptozoospermia:
espermatozoides raros
Azoospermia:
ausência de espermatozoides no ejaculado
Essas alterações exigem condutas específicas. Mesmo nos quadros mais graves, a FIV com ICSI pode ser indicada com bons resultados.
Entenda como funciona a FIV com ICSI
Como é feito o diagnóstico
O principal exame é o espermograma, que analisa volume, motilidade, morfologia e concentração.
Outros exames podem ser solicitados conforme o caso:
Ultrassonografia testicular
Hormônios (testosterona, FSH, LH, prolactina)
Fragmentação do DNA espermático
Cariótipo ou microdeleção do cromossomo Y, em casos de azoospermia
Saiba mais sobre espermograma e exames masculinos
Quando investigar o fator masculino?
Quando o casal tenta engravidar há 12 meses (ou mais de 6 meses, se a mulher tiver mais de 35 anos)
Se há histórico de varicocele, anabolizantes ou infecções
Em casos de cirurgias testiculares ou vasectomia
Após falhas em tratamentos reprodutivos anteriores
A investigação masculina é simples, objetiva e pode evitar atrasos no início do tratamento adequado.
Quais são os caminhos possíveis
A estratégia depende da causa e da gravidade da alteração. Veja os tratamentos mais comuns:
Conduta clínica:
Ajustes hormonais, suspensão de anabolizantes, controle de infecções e mudança de hábitos podem melhorar os parâmetros do sêmen.
Cirurgia:
Nos casos de varicocele ou obstruções, pode-se indicar cirurgia para restaurar ou melhorar a função testicular.
Reprodução assistida:
FIV com ICSI é indicada para alterações moderadas ou graves.
Em casos extremos, pode-se realizar punção testicular (PESA ou TESA) para obter espermatozoides diretamente do testículo.
Veja como a FIV é usada no fator masculino
FAQ — Infertilidade Masculina
Ter o espermograma alterado significa infertilidade definitiva?
Não. Alterações no espermograma são comuns e nem sempre impedem a gravidez. Com tratamento adequado ou uso de técnicas como ICSI, muitos casos são resolvidos.
Varicocele precisa ser operada?
A cirurgia é indicada quando há impacto real na fertilidade. Nem toda varicocele exige intervenção.
Testosterona baixa afeta a produção de espermatozoides?
Pode afetar. Mas o diagnóstico deve considerar o conjunto de exames. Às vezes a produção espermática está preservada mesmo com testosterona abaixo do ideal.
O que é azoospermia?
É a ausência de espermatozoides no sêmen. Pode ser obstrutiva (por bloqueio) ou não obstrutiva (falha na produção). Em alguns casos, é possível recuperar espermatozoides com punção testicular.
Existe tratamento para infertilidade masculina grave?
Sim. Quando o sêmen apresenta alterações importantes, a FIV com ICSI é o caminho mais seguro. Em alguns casos, considera-se o uso de sêmen de doador.
